sexta-feira, 26 de setembro de 2014

VIVER

VIVER

Oh morte, não venhas ter comigo.
Nunca ninguém me falou de ti
Nunca ninguém me disse quem tu eras
Nunca ninguém me falou de que virias.
Se virias no outono...no inverno...
Na primavera...ou talvez no verão
Por isso, oh morte, não passes ao meu lado
Que eu ainda tenho muito, muito para viver.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 20 de setembro de 2014

"UM SÓ"

"UM SÓ"

Quero perder-me em ti
Envolver-me na tua quimera
Somos uma só carne, uma só alma, um só corpo
Rompeste em mim todos os medos, onde eu residi
Habitaste no meu peito; no tempo certo
Enlaço-me nos teus braços; sem negar que te amo
Aprendi a sonhar
Depois em ti na conjugação de nós
Devolveste-me a vida
Que as mágoas me prendiam ao chão
Saborear o teu aroma, é perder-me no teu sabor
Sentir-te junto de mim, como se fôssemos um só
Quero-te muito meu amor
Como o perfume das acácias
Derreter-me no calor do teu corpo
As nossas mãos dadas com os dedos entrelaçados
Que nos tornam num só
Um só coração, uma só alma, um só corpo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

"APETECE-ME ESCREVER"

 "APETECE-ME ESCREVER"

Sinto-me insegura, melancólica e triste
As tuas palavras giram na minha cabeça
Apetece escrever o que saem dos dedos
Ficar assim, no silencio, sem sentir-me.

Ó vem matar esta paixão que anda comigo
Vem arrancar esta amargura do meu peito
Dá-me o luar da tua imensa compaixão
Oh Senhor meu Deus ilumina o meu coração
 Nunca encontrei humildade ou arrependimento.
Cadáver sepultado sem mágoa do que não foi.
Erosão vulcânica de mim dentro de mim própria.
Renasce um silêncio vazio rasgado de uma morte.


Envelhecem as palavras do tempo a repeti-las
Nego cada lágrima caída do meu rosto nas mãos
São minhas as palavras escritas que saem dos dedos
Oh Senhor meu Deus ilumina o meu pobre coração.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CALA-TE ÓH MORTE


CALA-TE ÓH MORTE

Cala-te óh vento
.......Tira-me deste pesadelo
Que deixas-te nesta pobre alma
..........Entregue ao seu cruel destino poético
Amarfanhadas palavras no ventre amado
..........Magoa que destrói todos os gemidos de amor
Lírios brancos de dor no silêncio em cúpulas de ti
.............As vestes negras de seda soltam-se do corpo sofrido
Noites repletas do teu odor
..........Numa taça de sons compreendidos de amor
Cala-te óh vento que eu não quero
........Ouvir os gemidos da tua dor em mim.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.