terça-feira, 30 de junho de 2015

FALÁCIAS DE AÇAFRÃO

FALÁCIAS DE AÇAFRÃO

A poesia caminha avança sobre o calvário desfeita em nó
Maldito este círculo tão apertado perfumado de mortos
Oh morte que estiveste só por horas, dias, meses e anos
Cama de pés gelados, braços esticados com mil demónios

Falácias brotam no sangue, coração de renúncia e inquietação
Asas decepadas num sonho para impedir o voo no falatório
Excesso de vozes repetidas na alma, na mente, no corpo doente
Vagam pelo espaço desfeito no tempo sugam o mel do feitiço

Sonhos de fogo coberto de sangue, afrontando os nossos anjos
Na calada da noite, no próprio abandono, sente-se as garras
de dor. O rufar dos tambores clamor de uma poesia feita
de esquecimento. Oh ânsia que despertas o açafrão acorrentado
geleia do nosso ouro.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 15 de junho de 2015

terça-feira, 9 de junho de 2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

PALAVRAS-FASE


Ouve as palavras, são batidas do meu coração
Murmúrios (....) Da minha boca nos teus lábios.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca