domingo, 23 de fevereiro de 2014

"AMOR EU"

AMOR EU
.........Já chorei a ver um filme
Já chorei a ouvir música
..........Já chorei a olhar para as fotografias
Já me apaixonei por um simples sorriso.
..........Tenho medo de morrer de saudade
Tenho medo de perder alguém especial
............Já gritei de tanta felicidade.
Já vivi e vivo um grande amor.
............Já abracei alguém para proteger.
Amei e amo, fui e sou muito amada.
..........Mas também já fui rejeitada.
Já senti solidão e ingratidão
...........Só liguei para ouvir a tua voz.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ENCONTRAR A VOZ

ENCONTRAR A VOZ

Perdi o silencio, a voz, a felicidade
Se alguém as encontrou por favor
Queira devolvê-las o quanto antes
Preciso delas para viver,  para respirar
Para sentir, para amar
Para reencontrar-me, com passado e presente
Não sei viver sem elas
O silêncio, a voz e felicidade são sagradas
Imprescindível nos caminhos de cada dia
Estou triste de pura saudade e nostalgia
Do silencio, da voz, da felicidade que me roubaram
De tempo e tudo que eu perdi.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

VERSO PERFEITO

VERSO PERFEITO

O poeta está morto de dor
A lâmina da espada caiu sobre ele
Sonhador com uma taça de vinho
Embriagado de dor, escuridão no peito
Poeta sem rima, atravessado por correntes do Inferno.
Escreve um último verso perfeito
Pedindo a Deus que o leve para casa
Para as terras brancas celestiais da inocência.
Foge, corre e voa para longe
Do um caminho, de um esconderijo.
Sonhador quer chorar nos ombros da amada.
Não quer morrer num mundo frio.
Tem apenas duas faces....
Uma para o mundo, outra para Deus.
Não quer morrer neste mundo frio..
Sem ver a casa e os campos verdes ao seu redor.

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

VELHOS TRAPOS

VELHOS TRAPOS

Farrapos velhos, trapos envelhecidos
Palavras torturantes, sombras da noite
Carne viçosa, corpos rasgados, atirados
Esquecidos, perdidos velhos por dentro

Tecidos feitos em trapos, rasgados, intactos
Cacos em delírios, mistura ou mixórdia
Decadência, aparência, metáfora, vaidade
Revoltado sabor, regressado amargo devedor.

Lua de inverno de trapos velhos, envelhecidos
Cheios de dor, sofrimento atroz de um passado
Esquecido na alma, enterrado no peito, carne vistosa
Decadência, luxuria, por velhos sentimentos amargos

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

NOITE E DIA

NOITE E DIA

Noite e dia louca de amor
.........Vem meu amor com tuas mãos
Loucas de desejo, corpo quente
.............Junto ao meu, boca do meu beijo
Vem amor faz-me insana, profana
...........Louca pelo teu corpo como aroma do meu
Atiça-me, provoca-me, chama-me
..........Inflama-me, queima-me, é tudo teu
Geme comigo, com paixão
.........Que meu corpo seja teu e o teu
Se una sempre ao meu amor
...........Vira-me do avesso, faz-me delirar
Sem medo, sem reservas, sem pudor
............Ao ouvido dizes-me que sou todo teu
Quero-te, desejo-te e amo-te.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

"MEU SÓ MEU"

"MEU SÓ MEU"

Acordo a olhar para ti
És sem duvida, especial
Foste e és um belo homem, viril
Deus abençoou-te meu amor
Observo-te sem que dês por ela.
Gosto do que vejo, sempre gostei.
Ao fim destes anos todos continuas
A dar-me uma razão para amar-te
Quando te conheci não tinhas pelos no peito...
Hoje tens o teu peito coberto de neve acinzentada.
Lindo meu amor..estamos a envelhecer meu querido..
Apesar disso gosto de observar-te, olhar-te.
Amar-te no meu silêncio, nos meus pensamentos meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

RABISCOS

 RABISCOS

Silencio com dor e simplicidade
Escrevo versos
Desconexos e rabiscos
Tropeçando e caindo
Aprendi que a vida é um jogo.
Para ganhar ou perder
Perde-se mais que se ganha
Ganhasse mais do que se perde
Esquecendo-se os medos
E muitas vezes as próprias limitações
Olhando o horizonte com confiança
Alimentando-se com amor
Navegando por aguas firmes da saudade
Esquecendo as lágrimas
Turvas do silencio e da solidão
Observando a beleza flutuante da alma
Deixar entrar o brilho intenso do amanhecer
Como a mais bela flor abrir no jardim
Encantado tirando da alma fustigada de desilusão
Quimera de um sonho, guardo e espalhado ao vento
Da minha dor, do meu lamento esquecido e perdido.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca