segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PAPOILAS"

"PAPOILAS"

As papoilas dos teus olhos
São o meu abrigo pelas manhãs
Colheitas de trigo aos molhos
Ouve o murmúrio da fonte, do rio que secou
Papoilas ao vento no meu pensamento
Indiferentes à luz do luar
Feitos de versos na madrugada de amores
Letras escritas no doce ardor da ilusão
Manhãs frescas por palavras verdadeiras
Trigo, cevada, centeio faz derrubar todas as fomes
Água do rio, da fonte, da nascente, sacia todas as sedes
Papoilas vermelhas pelos campos do nosso amado Portugal.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"SILÊNCIO"

"SILÊNCIO"

Nos dias de silêncio.
O meu coração não tem voz
A dor dos outros, são os meus olhos
Que vê a profundidade da alma.
Os segundos passam.
Ficam as lembranças.
Na mente, no corpo.
Elas só dizem que o tempo passou.
O resto é só saudade.
Triste das ondas, de uma voz calada.
Boca fechada, olhar ausente.
Hoje simplesmente.
Joguei o devaneio ao vento.
Num breve momento.
Sinto que a alma é livre.
Para toda a eternidade de uma vida vazia.
Murmurada ao vento.
Na sombra.
Cantada numa melodia triste.
Triste das ondas de uma voz calada.
Nos dias de silêncio, é só silêncio


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 11 de outubro de 2014

"ABRACEI A NOITE"

ABRACEI A NOITE"

És e serás sempre;a minha alma
Nasceu num inverno sombrio
Onde a sombra da nostalgia era transparente
Nas águas do rio; banhei-me
Sequei o meu corpo molhado
De tristeza, de amor,de desejo e de agonia
Procurei-te nas amarras da minha solidão
Alberguei-te no meu coração em pedaços
Pedaços de migalhas
De amor, de dor, de saudade
Na minha vida deixei a felicidade fugir sem correr
Abracei a amargura onde chorei
Nas noites sombrias
Percorri a imensa escuridão
Vazia e talvez perdida
Amarrei-os os sonhos na alma
As mágoas amarrei-as no coração
Descobri...que no meio de tanta dor
A minha felicidade foste e serás sempre tu.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

DESASSOSSEGO...

DESASSOSSEGO

Lençóis do nosso desassossego
Na cama que clama por ti
Em cada pedaço da minha pele
Está o teu perfume
Preenchido com as juras do nosso amor
Seremos sempre um só
Num desejo que saciamos os dois
Unidos em atos de um amor eterno
Nas noites quentes
Em que eu te procuro
Noites descrentes
Que o meu peito clama pelo teu nome
Desejos roubados
Em cada toque mais profundo
No lado que me pertence
Onde amarei cada pedaço de ti
De ti meu amor
Nos nossos lençóis de linho
Do nosso desassossego ardente
Seremos um caminho percorrido
De um futuro desconhecido
Onde a morte não mata este nosso amor
Que será perpétuo;
Que nos une num só ser!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca