segunda-feira, 31 de março de 2014

MENINA

 MENINA

Que saudade da menina que era
Ouvia o riso das flores
Das borboletas no jardim
O orvalho tinha cor
O céu sorria de amor, cai chuva
Deixando delicados perfumes
Sente-se suave euforia
Amanhece... é o dia
Sentimentos misturados
Ficaram com as lembranças
Espalhados pelo tempo
Lágrimas de sorrisos
lágrimas de saudade
Sentimentos marcados
Orgulho de tudo aquilo que se conquistou
E da decepção de tudo o que se perdeu
Épocas.... da infância
Já misturadas com a minha matura idade
Mostra-me as cicatrizes que o tempo deixou.
Para saber lidar melhor com o presente e futuro.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 28 de março de 2014

"ETERNO AMAR"

"ETERNO AMAR"

Segredo guardado na alvorada
.........Onde será eterno amar
No crepúsculo da noite
.........Agitando todo o meu ser
Dos meus medos
.......Das minhas incertezas
A noite abraça-me com os seus silêncios
.........Murmuro às estrelas a minha dor
Com a esperança vinda da luz
.........Da bela lua cheia
Uma resposta silenciosa
..........Como o sofrimento
Do silêncio e da escuridão
..........Suspiros na noite
Na calada inquietante
..........Essência de um sonhador
Saudade incontida do meu peito
......Com ardor a minha alma canta
Uma paixão sentida, melodias perfumadas
............Brisa de maresia onde voam os meus cabelos
Mar iluminado de luar, que afaga o meu sentir
.............Transformando todas as minhas carícias em fantasias.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 25 de março de 2014

COLORIDA

 COLORIDA

Ser mulher é ter
Liberdade colorida
Voando em suavidade
Modificando o pensamento
Chuva amarga, mais antiga.
Agressiva e intolerante
Lágrimas sentidas
Transtorno, constrói
Dissolve as mágoas da desilusão
No peito um fardo
Apenas para viver o momento
Brisa suave que acaricia a face
Com amor espalha perfume
Doce de belas cores e emoção
As lágrimas comovem até a alma
Maternal e feminina faz do lar
Toda a sua força.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca





quinta-feira, 20 de março de 2014

PASSADO

 PASSADO

Às vezes dou por mim
A ver um vazio
Um vazio de nada
Sem futuro ou passado
Vazio talvez perdido ou esquecido
Esquecido no tempo do vazio
O tempo chora...ao vento
Lágrimas de chuva.....secas...contidas
O vento fez da tempestade um tempo
Às vezes dou por mim a olhar para o vazio
Cega, surda, sem futuro ou passado
Das gotas da chuva desta minha tempestade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



segunda-feira, 17 de março de 2014

POESIA SECA

 POESIA SECA

Poesia seca como uma árvore ao sol
Livro antigo sem ler
Navio atolado na areia do mar sem farol
Perdi-me em tantas lágrimas
Antigas miragens de tristezas cobertas
Feridas não cicatrizadas
Medo tão crente, dor no peito petrificado
Espada trespassada na alma
Sombra que jaz na sala
Canto da mente mais calma
Não mente, faz no seio o seu porto
Rios de sal..... deixam sulcos
Rugas disfarçam em silêncio
Poesia de choro onde o coração se perdeu.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



quinta-feira, 13 de março de 2014

GAIOLA

 GAIOLA

Não gosto de estar só
Nesta solidão eu me encontro
A minha alma, minha vida
Talvez o tempo cure
A dor que sinto
Sinto-me só na multidão
Como um passarinho
Preso numa gaiola dourada
A cada minuto que passa percebo
Que perco uma parte de mim
E que nunca mais vou reencontrá-la.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



segunda-feira, 10 de março de 2014

"DANÇA"

  "DANÇA"

Dança nua numa praça
Perdida na rua
Despida de gente
De tudo, de lua
Sons de um corpo que flutua
Deita-se perdido
Rodopia
Rodopia como louco
Perdido, esquecido
Ao som do pouco que a memória atua
Dança nua numa praça
Perdida na rua
Despida de gente
De tudo e de nós
Sons de um corpo que flutua
Deita-se perdido
Numa estrada de um caminho solto
Numa praça vazia..
Dança do ventre nua
Perdida, sentida na rua do esquecimento.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 6 de março de 2014

"GRITO PRESO"

 "GRITO PRESO"

Choro amargo
Grito preso
Boca triste
Consciência alucinada
Palavras fingidas
Sentimentos puros
Coração seco
Alma amarga
Força guardada
Beijo carente
Salgado doce
Voz rouca
Memória esquecida
Tempo perdido
Dias verdadeiros
Deserto cansado
Atadura vitoriosa.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



segunda-feira, 3 de março de 2014

"TINTEIRO"

 TINTEIRO

A caneta do tinteiro que deixaste à cabeceira
Queria escrever para mim em forma de sonho
Cabeceira perfumado encantado
Ela escrevia deixado-se cair na cama de cansaço
As páginas estão em branco
O nosso amor é assim, desses que ficam grisalhos
De histórias divididas e afetos desmedidos.

O amor aprende-se com o tempo
No limite das renúncias e no abandono das horas
Um pouco de rotina e o charme do tempo.
Gosto das marcas, dos vincos da pele rugas
As páginas estão escritas já não estão em branco
A caneta do tinteiro que deixaste à cabeceira
Escreve a vida vivida, sem ser esquecida por nós.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca