quinta-feira, 26 de março de 2015

DENTRO DO PEITO

DENTRO DO PEITO

Dentro do meu peito
Existe um amor aveludado
Cheio de pétalas de várias flores
Dentro do meu corpo
Existe um ninho
Onde descansa uma guerreira
Dentro da minha alma
Existe uma pedra, uma cruz
Feita de momentos de oração
Onde peço perdão, com o terço na mão
E confesso-me com atos e omissões
Dentro do meu coração
Existe um rio que me lava a mente
Que ilumina-me, de tudo aquilo que eu sou.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 21 de março de 2015

"QUIS NADA"

"QUIS NADA"

Quis ler sem saber
Quis ter a beleza eterna
Quis a trama ser insana
Quis o silêncio cortar a alma
Quis o mosaico ser de cor
Quis as letras serem desconcertadas
Quis a liberdade ficar presa por fios
Quis os olhos serem frios
Quis o coração ser calculista
Quis a boca permanecer calada
Quis os movimentos ficarem ansiosos
Quis desafiar os sorrisos falsos
Quis amar sem dó nem piedade
Quis romper as teias que nos cercam
Quis parir o verso nas asas do vento
Quis sentir o coração no sonho a arder
Quis ter a liberdade de voar como um pássaro
Quis viver uma paixão assolapada
Quis escrever sedentas palavras
Quis tudo e com nada fiquei, mesmo sem nada
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 15 de março de 2015

"PRISÃO"

"PRISÃO"

Ar contemplativo das feras presas
Passeiam mudos, os bandidos cativos
Em grades de algemas frias
Calcam e recalcam tudo em redor
Olhos frios, calculistas, mesquinhos, vorazes
Coração de ferro deitado ao mar
Alma triste resignada, cérebro mole
Corpo de um inútil deserto
Tatuagens no peito, no braço
Entre guerreiros e poetas
Olhos cansados, riso magoado
Mata-se a dor, a saudade invade o regresso
De novos trilhos, novos caminhos
Pés doridos, roxos de espinhos
Perde-se a imagem da auto estima
Morre-se na hora prometida
Apaga-se a luz na noite da vida
Cessa-se a ressaca das trevas
Chora-se o pesadelo em ruínas
Olhar apagado cansado de ver
Acorda-me depressa que eu não quero beber
O veneno que me dão doidamente
Como um verme doente e frio.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

 

domingo, 8 de março de 2015

"QUANTO TEMPO"

"QUANTO TEMPO"

Há quanto tempo meu amor
Há quanto tempo que não me ouves
Há quanto tempo não me olhas nos olhos
Há quanto tempo não sentes a minha alma
Há quanto tempo que não me dás um abraço
Há quanto tempo não me dizes, gosto de ti
Há quanto tempo não sentes o meu abraço
Há quanto tempo não mostras que gostas de mim
Há quanto tempo não provas a minha boca
Há quanto tempo que não me prendes com as tuas mãos
Há quanto tempo não tenho o sabor dos teus lábios
Há quanto tempo não dizes que me amas
Há quanto tempo não ouves o bater do meu coração
Há quanto tempo somos dois, num só corpo, numa só alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 2 de março de 2015

"TOCA-ME O CORAÇÃO"

"TOCA-ME O CORAÇÃO"

Estou apaixonada, o tempo parou
Os sentimentos são desejos que nos dominam
Sentimos o sabor, o cheiro, a magia do toque
.............No corpo e na alma
Já trilhei caminhos e descaminhos à procura de ti.
Ultrapassar os limites, sem perder a razão
Percorri as estradas escrevendo reversos
A delirar de prazer nos teus braços
Se tudo isto não for paixão
...........Talvez não saiba então
Decerto que não é um deserto seco.
Mas sim um belo jardim, com as belas flores
Com as sementes mais belas plantadas em terra fértil
Sem querer tu entraste no meu coração.
Entraste na minha vida, com um sorriso e um olhar sedutor.
Que me fez enlouquecer, se alguém me perguntasse
Porque o amo tanto
        - Não saberia responder -
O teu lindo rosto toca-me o coração
.............E os teus olhos conquistaram-me

Isabel Morais Ribeiro Fonseca