sábado, 12 de abril de 2014

"JANELAS DA ALEGRIA"

 "JANELAS DA ALEGRIA"

Sim, sinto, sinto saudades
De abrir as janelas da alma
Imaginar quantas janelas de alegria
Poderia abrir e as possibilidades encantadoras
Mas elas estão travadas, emperradas
Com as dobradiças enferrujadas, como a alma
Saudade, que saudade dos dias em que segurava a caneta
E as palavras flutuavam , como nuvens
Adormecia com versos, poemas, que saiam da minha boca
Tantas vezes sinto-me tão vazia
E por vezes sou abandonada, esquecida
Perdida nas tardes de outono, de inverno
Sem sentido, sem lugar no teu coração
Despida de sentimentos
Eu só queria ser a cama que te abraça
Na rua onde tu andas
A tocar os teus pensamentos com os meus lábios
Como o vento que sopra suave
Sonhar, sonhar com a lua e acordar o sol
Para aquecer os meus pensamentos, a minha alma
Voar nem que seja por alguns segundos
Agarrando-te e sentir-te como um desejo imenso
Incontrolável, para abrir e escancarar a janela dentro de mim, de ti.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca