quarta-feira, 27 de julho de 2016

MELANCIA


MELANCIA

A lua entra nua
Pela minha janela
Como prata derretida
Torna-se invisível
Ao meu coração
Clandestino no vento
Ouço na noite
Um ninho de beijos
Lábios da colheita
A tua claro
No canto de uma cotovia
Na copa das árvores
Entre as folhas do outono
Que são entregues
Com fome do teu nome
Nas melancias doces
Que tanto gosto de comer
Sentimento numa estrela
Transparente na chuva
Aquece o sol no horizonte
Nesta terra perfumada
De trigo amadurecido
Desenho a tua ausência
Com meus lábios, nos teus.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Imagens do google no meu vídeo