terça-feira, 15 de setembro de 2020

đŸŒč__PORTUGALđŸŒș__MUROS FECHADOS


PORTUGAL


Ó Portugal

Os lobos sĂŁo muitos

Os lĂșcidos sĂŁo poucos

Ninguém sabe o que quer

Ninguém conhece que alma tem

Tudo Ă© incerto, nada Ă© verdadeiro

Tudo Ă© disperso, nada Ă© inteiro

Nada Ă© certo, tudo Ă© imperfeito

Hoje és nevoeiro, tempestade, vento

Meu amigo, sem alma ,sem amor

Sem rei, nem lei, sem brilho, sem luz

Dos palĂĄcios comidos de mofo, escuros 

Vazios, vagueiam as almas, sem paz

Como os mendigos esfomeados e sujos

Como o silĂȘncio hostil da saudade

Arder de frio, morto em cinzas

Ó Portugal meu amigo, meu irmão

Os lobos sĂŁo muitos, os lĂșcidos sĂŁo poucos.!





MUROS FECHADOS

Muros fechados de olhos tapados
Coração aberto na alma esquecida
Educação, trabalho num corpo trancado
Ardem as sementes, rasgam-se as estrelas

Espigas douradas de papoilas ao vento
Versos dolorosos em sentimentos mutilados
Flores da alma morrem secas no silĂȘncio
Sorrisos no peito florescem de paixĂŁo

Poemas sentidos que morrem de fome
Cerca-me o frio na serra chuvosa 
EscuridĂŁo a atormentar-me de tanto nevoeiro
Amor vivido com as letras roucas do meu nome





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